A gasolina de plástico

Por: Marcelo Gauto - EPBR

Imagine você reabastecendo o tanque de combustíveis do seu carro com sacolas plásticas do supermercado ou tampinhas de garrafa pet. Para alguns, isso talvez relembre cenas do Dr. Emmet Brown reabastecendo o DeLorean no filme De Volta para o Futuro II.

Obviamente, não se trata de ficção, tampouco do uso direto dos plásticos como combustível automotivo, mas da pirólise dos plásticos para obtenção de gasolina e outros derivados.

Aproveitando a temática das mudanças em curso e das novas oportunidades e investimentos no segmento de refino, descritas no artigo intitulado Um novo mercado de refino, eis aqui um sensacional exemplo de produção de combustíveis a partir da reciclagem de plásticos.

Os polímeros sintéticos mais comuns, popularmente chamados de plásticos, são compostos obtidos na origem pelo processamento do gás natural ou da nafta petroquímica.

É do gás natural ou da nafta petroquímica que majoritariamente obtemos eteno, propeno e butenos, entre outros hidrocarbonetos olefínicos, que originarão polietileno (PE), polipropileno (PP), poliestireno (PS) etc. São polímeros contendo grandes cadeias de carbono.

A reciclagem tradicional dos polímeros termoplásticos envolve o aquecimento e a remoldagem deles. Assim, algumas sacolas de polietileno podem originar um pequeno pote ou um tapete mediante a reciclagem. Mas existem outras oportunidades, como a de transformar esses plásticos em combustíveis.



Esta é uma curadoria de conteúdo feita pela Reed Exhibitions sobre o setor. Para saber mais sobre o assunto, leia o conteúdo produzido por Marcelo Gauto para o site EPBR.